Com produção da cineasta e de Carolina Benevides, obra conta com roteiro e apresentação de Clarice Falcão e traz artistas da cena musical recriando novos sons de canções do compositor Chico Buarque
Leve Chico, projeto da Inquietude em coprodução com a Biscoito Fino para o canal Curta! faz sua estreia mundial na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo nesta terça, 27, às 19h, no Cine SESC, em sessão com presença de artistas participantes. Em exibição na “Mostra em Série”, categoria dedicada aos conteúdos para televisão e streaming, a série documental dirigida por Mariana Brennand homenageia um dos maiores artistas brasileiros, o cantor e compositor Chico Buarque. Nomes da atual cena musical contemporânea recriam clássicos do artista, dando novos sons a algumas de suas principais canções.
Concebida por Adriana Falcão, Carolina Benevides e Marianna Brennand, a série tem apresentação e roteiro de Clarice Falcão e produção musical de Kassin. O filme que participa na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo reúne recriações como “Samba e Amor”, por Dora Morelembaum; “O Que Será”, por Gaby Amarantos; “Eu Te Amo”, cantada por Péricles; e “Todo Sentimento”, com Zeca Veloso e Cristóvão Bastos.
Com 13 episódios, o projeto conta também com participações de Duda Beat, Don L, Agnes Nunes, LanLanh e Laísa, Zé Ibarra e Jaloo, Flor, Catto e Lula Galvão, Juçara Marçal, Zé Manoel, Pretinho da Serrinha, Clarice Falcão e Clara e Ceci Buarque. Entre ensaios, conversas e gravações, a série mergulha no processo criativo por trás de cada releitura e investiga o que acontece quando a genialidade de Chico Buarque encontra os artistas e o Brasil de hoje. A produção estreia no Curta! em 7 de dezembro em episódios semanais.
A série Leve Chico nasceu da paixão pela obra de Chico Buarque e o desejo de fazer com que sua rica produção, fundamental para a formação cultural de várias gerações brasileiras, continue chegando àqueles que estão descobrindo a música brasileira hoje. Além do processo com a escolha das músicas, as conversas, os ensaios, as dúvidas, as descobertas, o espectador vai conferir a maneira como cada convidado se relaciona com obras que já carregavam tantas interpretações e significados.
Compositor que atravessou gerações, estilos e momentos históricos, Chico navega por diferentes ritmos para falar sobre amor, desejo, cotidiano, política, desigualdade, liberdade, mulheres, trabalhadores, memória. E faz isso com uma sofisticação poética e musical impressionante.
“Crescemos ouvindo as músicas de Chico e sendo formadas por elas. É um privilégio poder prestar essa homenagem e, ao mesmo tempo, aproveitar para mergulhar nas suas histórias, nas minúcias da sua genialidade e essência das suas canções. É realmente impressionante desvendar, em cada curva harmônica, em cada melodia, em cada verso, como Chico é um gênio que há 60 anos nos presenteia com sua obra”, comemora Brennand.
Com 13 episódios, o repertório inclui: “Apesar de você” — Jaloo e Zé Ibarra; “Que tal um samba?” — Agnes Nunes, LanLanh e Laísa Lima; “Acorda, amor” — Don L; “Minha história” — Zé Manoel; “O que será — À flor da pele” — Gaby Amarantos; “Eu te amo” — Péricles; “Samba e amor” — Dora Morelenbaum “Paratodos” — Flor; Olhos nos olhos” — Duda Beat; “Atrás da porta” — Catto e Lula Galvão; “Todo sentimento” — Zeca Veloso e Cristóvão Bastos; Construção” — Juçara Marçal; “Medley Carnaval”, com “Partido Alto”, “Cordão” e “Não existe pecado ao sul do Equador”, por Clara e Ceci Buarque, Pretinho da Serrinha e Clarice Falcão. A produção musical é de Kassin, que trabalhou com uma banda-base formada por Elísio Freitas, Antônio Dal Bó, Carlos Júnior e Estevan Cipri.
Sinopse: Leve Chico acompanha o encontro de artistas de diferentes gerações e universos musicais para celebrar a obra de Chico Buarque. Em 13 episódios, novas vozes revisitam canções que atravessaram décadas, criando interpretações que revelam outras possibilidades para músicas que já fazem parte da memória brasileira. Na versão exibida na Mostra, Dora Morelenbaum interpreta “Samba e Amor”; Gaby Amarantos, “O que será”; Péricles, “Eu te amo”; e Zeca Veloso e Cristóvão Bastos, “Todo Sentimento”.
Ficha técnica
Direção: Marianna Brennand
Idealização: Adriana Falcão, Carolina Benevides e Marianna Brennand.
Produzido por Carolina Benevides e Marianna Brennand
Apresentação e Roteiro: Clarice Falcão
Produção Musical: Kassin
Pesquisa: Regina Zappa
Direção de Fotografia e Câmera: André Prata
Som direto: Valéria Ferro
Direção de Arte: Ana Arieti e Maria Cecília Brennand
Montagem: Jordana Berg
Mixagem de Som: Gabriel Pinheiro
Produção Executiva: Carolina Benevides
Direção de produção: Sabrina Bitencourt
Produção Artística: Renata Mader
Produção Associada: Maria Cecília Brennand
Marianna Brennand é cineasta pernambucana formada em Cinema pela Universidade da Califórnia em Santa Bárbara. Diretora, roteirista e produtora, é fundadora da Inquietude, produtora dedicada ao audiovisual e à literatura com mais de vinte anos de atuação. Também preside o conselho da Oficina Francisco Brennand, museu-ateliê de criação do artista plástico pernambucano Francisco Brennand, hoje uma das mais importantes instituições culturais do Brasil.
Sua carreira foi marcada por uma sólida e respeitada trajetória como documentarista. Entre suas obras estão O Coco, a Roda, o Pnêu e o Farol (2007), Francisco Brennand (2012) — premiado como Melhor Documentário Brasileiro pelo Itamaraty e pela Abraccine na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Esses trabalhos consolidaram seu olhar sensível e investigativo sobre a cultura e a realidade social do país.
Com MANAS (2024), Marianna estreou na ficção. Considerado hoje uma das obras mais relevantes do cinema brasileiro contemporâneo, o filme nasceu de uma pesquisa de mais de dez anos na Ilha de Marajó, iniciada após ouvir e se comover profundamente com relatos sobre a dura realidade de violência sexual vivida por meninas e mulheres da região, história que lhe foi contada por Fafá de Belém. Guiada por sua experiência documental, percorreu rios e balsas do Marajó para compreender de perto esse universo.
Desde sua estreia mundial na Giornate degli Autori, no Festival de Veneza em 2024 — onde conquistou o prêmio máximo do júri, concedido pela primeira vez a uma diretora brasileira — MANAS já acumula 52 prêmios internacionais do público e da crítica. Entre eles, o prêmio de melhor filme da crítica na 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o Women in Motion Emerging Talent Award, no Festival de Cannes esse também concedido pela primeira vez a uma diretora brasileira. O filme foi um dos grandes vencedores do Prêmio Grande Othelo com os prêmios de melhor filme, melhor direção, melhor roteiro, melhor montagem e melhor atriz coadjuvante da Academia Brasileira de Cinema. Foi nomeado para o melhor filme ibero-americano nos Prêmios Goya 2026 e Ariel, e o melhor filme de estreia nos Prêmios Platino.
Inquietude
A Inquietude é uma produtora audiovisual sediada em Recife (PE), fundada em 2005 e dirigida por Marianna Brennand e Carolina Benevides, com mais de 20 anos de atuação em longas-metragens, séries documentais e publicações.
A Inquietude já recebeu mais de 60 prêmios e, ao longo de duas décadas, construiu uma filmografia marcada pelo interesse pela cultura brasileira. Seus projetos abordam patrimônio, música, artes visuais, memória e questões sociais contemporâneas, combinando apuro estético, reconhecimento artístico e ampla circulação nacional e internacional.
Seu mais recente lançamento, o longa-metragem de ficção MANAS, dirigido por Marianna Brennand, teve uma trajetória de destaque no circuito internacional, conquistando prêmios importantes em festivais como Veneza e Cannes. No Brasil, o filme recebeu cinco estatuetas no Prêmio Grande Otelo, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro.
SERVIÇO – 50a Mostra de São Paulo
Première Mundial – “Leve Chico”
27/10 (terça-feira) às 19h, no Cine SESC – sessão com participação de artistas
29/10 (quinta-feira) às 18h45, no Cine Tutu

