O encontro reúne a pesquisadora Fernanda Pequeno, o artista e professor Marcos Duarte e os artistas participantes da mostra para discutir os processos e as possibilidades da arte tridimensional.
Com infraestrutura técnica especializada e ambiente de experimentação e troca, o Espaço 226 oferece condições para artistas desenvolverem suas pesquisas e práticas em escultura, instalação, assemblage, objetos etc.
O Espaço 226 – Oficina Prática de Escultura, no Rio de Janeiro, promove, em 27 de outubro, um bate-papo em torno da exposição Ecos da Oficina. O encontro reúne o artista e professor Marcos Duarte, a pesquisadora Fernanda Pequeno, autora do texto crítico da mostra, e os artistas Alfredo Antonelli, Agostinho Moreira, Bromélio, Carla Pereira, Júnia Azevedo, Katia Politzer, Laura Freitas, Luna Bastos, Marcelo Monteiro, Marcus Ferrer, Mark Feddersen e Nathalie Nery. Com entrada franca, o evento acontece às 18h. A exposição fica em cartaz até 28 de outubro, dia seguinte ao evento.
O bate-papo propõe uma reflexão sobre a arte tridimensional e seus processos criativos, com foco em linguagens como escultura, instalação, assemblage e objeto. A conversa aborda as relações entre matéria, forma e espaço, explorando as diversas possibilidades de materiais e as diferentes maneiras de estabelecer relações entre obra e espectador.
Aberta em 26 de setembro e com encerramento no dia 28 de outubro, a exposição Ecos da Oficina reúne trabalhos de 13 artistas que, em diferentes momentos de suas trajetórias, frequentaram a icônica Oficina 3D do Parque Lage, criada por João Carlos Goldberg, em 1982. A mostra coloca em diálogo suas produções atuais, apresentando obras que exploram diferentes linguagens, materiais e técnicas, com ênfase nos processos de experimentação e no fazer manual.
A Escola 3D do Parque Lage ficou conhecida como um importante centro de experimentação e formação artística, desempenhando papel relevante na formação de artistas nos campos da escultura e da arte tridimensional. Com maquinário, suporte técnico e orientação especializada, a oficina foi coordenada por João Carlos Goldberg até sua morte, em 2020. Marcos Duarte, que trabalhou ao lado do professor durante 11 anos — primeiro como aluno, depois como monitor e professor assistente —, deu continuidade às aulas até dezembro de 2024, quando as atividades foram interrompidas pela escola. Seu diferencial estava na combinação entre infraestrutura técnica de caráter industrial e reflexão crítica sobre a prática artística, um formato pouco comum em ateliês convencionais.
Com o propósito de dar continuidade a essa experiência, o Espaço 226 foi inaugurado em março de 2025, por iniciativa da artista Carla Pereira, que convidou Marcos Duarte para a parceria. “Diferentemente da pintura ou do desenho, que trabalham predominantemente com a superfície plana, a escultura e a instalação envolvem questões como volume, escala, peso, equilíbrio e resistência dos materiais. São práticas que demandam suporte técnico, espaços adequados, ferramentas específicas, conhecimento sobre o comportamento da obra no espaço e atenção às normas de segurança. É isso que buscamos oferecer aqui”, explica Duarte.
Além dos recursos técnicos, o intercâmbio entre artistas é um dos pilares do novo espaço. “Um dos pontos altos da Oficina 3D era o convívio cotidiano, em um ambiente no qual o aprendizado técnico se articulava à experiência coletiva de fazer e pensar a arte. É essa vivência que nos inspira”, afirma Carla Pereira.
Sobre o Espaço 226
Localizado em uma casa de 400 m², no alto da Boa Vista, o Espaço 226 reúne ateliês, residências temporárias e oficinas de marcenaria, serralheria e cerâmica, além de oferecer acompanhamento a artistas interessados no desenvolvimento de trabalhos tridimensionais. A proposta combina infraestrutura, orientação e convivência, criando um ambiente de experimentação prática, domínio de ferramentas e técnicas e, sobretudo, troca entre artistas de diferentes linguagens e processos. Mais do que disponibilizar maquinário e orientação para o uso dos equipamentos com eficiência e segurança, nossa intenção é oferecer aos artistas um lugar de criação compartilhada, onde o fazer manual, a investigação de materiais, a resolução de problemas e o diálogo integram o próprio processo criativo.
Sobre a Oficina 3D
A história da Oficina 3D está ligada ao artista e professor do curso de escultura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, João Carlos Goldberg, entre 1982 e 2006. Goldberg também foi diretor da EAV entre 1991 e 1993. Concebida como um espaço voltado à criação de obras tridimensionais, a oficina recebeu gerações de artistas interessados em desenvolver suas pesquisas nesse campo. Sob o título “Conversando sobre escultura, objeto etc. e tal, com ênfase no etc. e tal”, a oficina de Goldberg disponibilizava maquinário diverso, ferramentas adequadas e um espaço seguro para o aprendizado do manuseio dos equipamentos, além de acompanhamento individual e diálogo sobre diferentes etapas da criação, da concepção do projeto à escolha dos materiais, à finalização e apresentação da obra. Goldberg administrou a oficina até sua morte, em 2020. Marcos Duarte, que o acompanhou nesse trabalho durante 11 anos, começando como aluno, passando a monitor e professor assistente, conduziu depois a oficina até 2024. Atualmente, o espaço encontra-se fechado devido às obras de reforma no Parque Lage.
SERVIÇO
Bate-papo em torno da exposição “Ecos da Oficina”
Com: Marcos Duarte (professor e curador da mostra), Fernanda Pequeno (autora do texto crítico) e os artistas Alfredo Antonelli, Agostinho Moreira, Bromélio, Carla Pereira, Júnia Azevedo, Katia Politzer, Laura Freitas, Luna Bastos, Marcelo Monteiro, Marcus Ferrer, Mark Feddersen e Nathalie Nery
Data: 27 de outubro (terça-feira)
Horário: 18h
Local: Espaço 226
Endereço: Rua Doutor Catrambi, 226 – Alto da Boa Vista – Rio de Janeiro – RJ
Entrada gratuita

