Publicado pela BEĨ Editora, o primeiro volume da coleção História da arte no Brasil moderno reúne 38 autores para revisitar imagens, artistas e disputas que ajudaram a moldar o país entre 1889 e 1930, da arte acadêmica aos modernismos e das narrativas regionais às vozes historicamente silenciadas. A última obra de referência sobre o tema foi lançada em 1983
Da Proclamação da República à Revolução de 1930, o Brasil viveu transformações políticas, sociais e culturais que ajudaram a moldar as imagens do país sobre si mesmo. Esse período de disputas, invenções e mudanças ganha uma nova leitura em História da arte no Brasil moderno – Volume 1 – 1889-1930, lançamento da BEĨ Editora, que acontece em 4 de novembro, no Rio de Janeiro, e em 5 de novembro, em São Paulo, com conversas abertas ao público e sessões de autógrafos.
Organizado pelo historiador da arte e escritor Rafael Cardoso, pesquisador-associado da Freie Universität Berlin e autor de Modernidade em preto e branco: arte e imagem, raça e identidade no Brasil, 1890-1945 (Companhia das Letras, 2022), o livro reúne 38 autores para investigar a produção artística brasileira entre 1889 e 1930.
Com 512 páginas, o volume inaugura uma coleção de três livros dedicada a percorrer um século de arte brasileira. As próximas publicações avançarão até 1989, cobrindo os períodos de 1931 a 1967 e de 1968 a 1989. Mais de quatro décadas depois da publicação de História geral da arte no Brasil, organizada por Walter Zanini em 1983, o projeto reúne temas, territórios, artistas e debates para ampliar a compreensão sobre como a produção artística participou da formação do Brasil moderno.
A iniciativa nasceu da percepção de uma lacuna bibliográfica: a ausência de uma obra de fôlego que reunisse, em uma mesma publicação, diferentes perspectivas sobre a história da arte brasileira. Para isso, o projeto articulou um conselho editorial formado por Glaucia Villas Bôas, Luis Antonio Almeida Braga, Luiz Camillo Osorio, Luiz Chrysostomo, Marisa Moreira Salles, Paulo Herkenhoff, Tadeu Chiarelli e Tomás Alvim, reunindo experiências dos campos acadêmico, curatorial, museal e do colecionismo.
Em vez de contar a história da arte brasileira por uma única perspectiva, a coleção aproxima a produção artística dos acontecimentos sociais, políticos e culturais de cada período. As datas que dividem os volumes servem como pontos de orientação, mas não delimitam de forma rígida os movimentos, os artistas e os debates, que muitas vezes começam antes ou seguem adiante desses marcos.
Uma história da arte em múltiplas direções
No primeiro volume, 12 ensaios mais extensos apresentam categorias fundamentais para a compreensão da produção artística entre 1889 e 1930, como artes gráficas, escultura, fotografia, pintura, crítica de arte, meios artísticos, circuitos expositivos, vanguardas e movimentos. Os textos também discutem questões como apropriação cultural, brasilidade, cosmopolitismo, modernismo e primitivismo.
Outros 26 capítulos aprofundam recortes específicos, revelando aspectos que costumam ficar esquecidos nos panoramas generalistas. Por exemplo, a cena artístico-cultural da Bahia, a afirmação da Amazônia, os estandartes do Carnaval carioca, as artes decorativas, as artes sacras afro-brasileiras, a presença de mulheres artistas e as representações da negritude, além de artistas e obras que ajudam a complexificar a história do período.
A publicação convida o leitor a percorrer o conteúdo de diferentes maneiras. Cada texto pode ser lido de forma independente, permitindo que o público construa seu próprio caminho pelas narrativas, imagens e debates reunidos no livro. O projeto gráfico, assinado por Sônia Barreto, acompanha essa experiência de leitura e organiza um amplo conjunto visual ao lado dos ensaios.
A edição é resultado de cerca de dois anos de trabalho, que envolveu a articulação entre autores, pesquisadores, instituições e detentores de direitos de imagem. O primeiro volume estabelece as bases de uma coleção pensada para se tornar referência sobre a arte brasileira e suas muitas formas de representação.
Serviço
Lançamento no Rio de Janeiro
Data: 4 de novembro de 2026, quarta-feira
Horário: das 19h às 21h
19h: conversa com Rafael Cardoso, organizador do volume, Luiz Camillo Osório, integrante do Conselho Editorial, e Paulo Knauss, coautor
20h: sessão de autógrafos
Local: Livraria Argumento – Rua Dias Ferreira, 417, Leblon, Rio de Janeiro
Lançamento em São Paulo
Data: 5 de novembro de 2026, quinta-feira
Horário: das 19h às 21h
19h: conversa com Rafael Cardoso, Tadeu Chiarelli e Ana Magalhães, autores do volume
20h: sessão de autógrafos
Local: Livraria Megafauna – Copan, Avenida Ipiranga, 200, loja 53, Centro Histórico de São Paulo
Ficha técnica
Título: História da arte no Brasil moderno – Volume 1 – 1889-1930
Organizador: Rafael Cardoso
Textos: Alberto Chillón, Aldrin Moura de Figueiredo, Alexandre Nodari, Ana Magalhães, Ana Paula Cavalcanti Simioni, Arthur Valle, Carlos Pires, Eduardo Augusto Costa, Elaine Dias, Elena O’Neill, Fábio D’Almeida, Fabriccio Miguel Novelli Duro, Felipe Chaimovich, Felipe Ferreira e Mariana Baptista, Fernanda Marinho, Fernanda Pitta, Heloisa Espada, Iara Lis Schiavinatto, Ivo Mesquita, João Brancato, Julia Kovensky, Kleber Amancio, Leticia Squeff, Luciano Migliaccio, Luiz Alberto Ribeiro Freire, Marize Malta, Patrícia Bueno Godoy, Paula Ramos, Paulo Gomes, Paulo Knauss, Rafael Cardoso, Renata Gomes Cardoso, Roberto Conduru, Tadeu Chiarelli, Thiago Gil Virava, Valéria dos Santos Guimarães e Vera Beatriz Siqueira
Projeto gráfico: Sônia Barreto
ISBN: 978-65-86205-86-2
Idioma: português
Páginas: 512
Formato: 18 x 25,4 cm
Acabamento: capa dura com serigrafia
Impressão: Ipsis
Ano: 2026
Preço de capa: R$ 290,00
Sobre a BEĨ Editora
A BEĨ é uma editora e produtora cultural brasileira com mais de três décadas de atuação dedicada à construção, à difusão e à preservação do conhecimento. Seu trabalho reúne livros, exposições, projetos educativos e acervos que articulam memória, arte, design e território. Entre seus principais projetos está a Coleção BEĨ de Bancos Indígenas do Brasil, resultado de mais de vinte anos de pesquisa, diálogo e colaboração com artistas e comunidades indígenas. A instituição desenvolve iniciativas de circulação nacional e internacional, produções editoriais de referência e programas de arte-educação que fortalecem o protagonismo dos povos originários e ampliam o acesso à cultura brasileira.
