Programação “Bora para o futuro” acontece na Praça Roosevelt, com “parada dos indecisos”, DJs, exibição de documentário sobre a CPI da covid, e tributo às vítimas da pandemia
Faltando poucos dias para o segundo turno das eleições presidenciais, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a banda Nação Zumbi promovem uma série de ações buscando ampliar a conscientização sobre temas fundamentais ao pleito. Anunciada como “Bora para o futuro”, a programação inclui ações informativas com artistas convidados, um tributo às vítimas da pandemia, discotecagem, e uma sessão especial de “Anatomia do Caos”, documentário de Dandara Ferreira que investiga as omissões na gestão da pandemia de covid-19.
O filme será exibido na tela inflável do Cinema Sem Teto, projeto do MTST de democratização do acesso ao audiovisual brasileiro, em parceria com a Descoloniza Filmes e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, com apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e o Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência da Unifesp. A sessão acontece depois de um tributo às vítimas da pandemia, marcado para as 18h.
“Temos que honrar as milhões de pessoas que passaram fome e as mais de 700 mil vidas que perdemos durante a gestão genocida de Jair Bolsonaro da pandemia. Não vamos permitir que esta tragédia se repita” afirma Ana Perles coordenadora nacional do MTST. “O cinema, especialmente assim em praça pública, ajuda a nutrir nossa memória coletiva. Não esquecer o que Bolsonaro fez na pandemia é essencial para o futuro do país”, acrescenta Pedro Charbel, coordenador do Cinema Sem Teto.
Na concentração e após a exibição do filme, nomes como Jorge Du peixe da Nação Zumbi, Marafo Records, Murilo da Pindorama e DJ Fatah da Súbete assumem as pick-ups na discotecagem da democracia, apelidada pelos artistas de DDD. Mirando quem ainda está indeciso sobre a eleição, o grupo também levará materiais informativos em instalações pela praça a partir do meio-dia.
“Eu tenho visto esse momento crucial que o país passa. O avanço absurdo da extrema direita, um projeto de morte, mas a vida está querendo falar mais alto. A democracia querendo perdurar, sobreviver em meio à abutres. Este aqui é um projeto de longevidade, de vida, da democracia brigando contra um projeto de morte que se estabelece com essa a extrema direita no país. Acho que é o momento das pessoas terem lucidez o suficiente para entender isso”, afirma Jorge Du peixe, vocalista da Nação Zumbi.
Para Soraya Smaili, vice-presidente da SBPC e professora titular da Unifesp, a mobilização é também uma forma de honrar o compromisso da ciência com o país. “Não podemos esquecer que um grande número de mortes poderia ter sido evitado não fosse a imensa quantidade de desinformação institucionalizada e atrasos na vacinação promovidos pelo antigo governo. Mesmo sem apoio e sob ataque, a ciência brasileira respondeu com coragem e compromisso, e esta manifestação honra esse esforço”, afirma. Larissa Gould, integrante do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que também integra a convocatória, relembra os ataques que a imprensa sofreu no período: “Ao mesmo tempo que a desinformação institucional se alastrava, eram sistemáticos os ataques à imprensa em um momento tão crucial. Nos mobilizar agora significa também afirmar que isso não pode se repetir”, avalia.
Serviço:
Quinta feira, 22 de outubro – Praça Roosevelt
Programação:
12h – Parada dos Indecisos (Ação Informativa): Conversas com quem ainda tem dúvidas sobre em quem votar
17h – Concentração DDD (Discotecagem da Democracia)
18h – Tributo às vítimas da Pandemia
18h30 – Exibição do filme “Anatomia do Caos”, de Dandara Ferreira
20h DDD (Discotecagem da Democracia) com Jorge DuPeixe e convidados
SINOPSE
Com acesso inédito ao Senado, a diretora Dandara Ferreira acompanha de dentro a trajetória completa da CPI da Covid-19 e transforma esse material exclusivo em um registro cinematográfico de um dos momentos mais marcantes da Pandemia no Brasil.
FICHA TÉCNICA
Direção: Dandara Ferreira
Roteiro: Dandara Ferreira e Élcio Verçosa Filho
Produção Executiva: Amadeu Alban, Dandara Ferreira, Gabriel Pires, Marcio Yatsuda
Direção de Fotografia: Roberto Stuckert
Montagem: Lara Beck, Renato Sircilli
Trilha Sonora Original: Fabrício Modesto
Correção de Cor: Júnior Xis
Produção: Movioca Content House, Las Margaridas, LabAV
SOBRE A DIRETORA DANDARA FERREIRA
É diretora e roteirista, formada em Cinema pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) e doutoranda em Comunicação Social pela UnB. Dirigiu a série “O Nome Dela É Gal” (HBO) e realizou curtas-metragens, filmes publicitários e videoclipes de artistas como Fagner (“Tanto Faz”), Ricky Martin feat. Dream Team do Passinho (“Vida”) e Vanessa da Mata (“Segue o Som”), entre outros. Em 2023, lançou seu primeiro longa-metragem, “Meu Nome É Gal”, no qual atua como diretora e atriz. Atualmente, finaliza o documentário “Vou Tirar Você Desse Lugar”, sobre a trajetória e a obra de Odair José, e está prestes a lançar “Anatomia do Caos”, sobre a gestão de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19 no Brasil
SOBRE A MOVIOCA
Movioca é uma content house brasileira dedicada à criação de propriedade intelectual original com forte potencial internacional. Com um portfólio de 15 filmes e 16 séries, a empresa combina qualidade técnica e relevância artística para desenvolver parcerias com players globais.
Seu formato mais icônico, “Drag Me as a Queen”, coproduzido com a NBCUniversal para o canal E!, tornou-se o primeiro reality show brasileiro exportado globalmente, com adaptações na Europa e indicação ao TBI Content Innovation Awards. Expandindo sua presença internacional, a Movioca produziu o reality dating show “Love Taste”, sucesso de audiência no SBT e hoje distribuído mundialmente pela NBCUniversal Formats.
O catálogo da produtora inclui ainda o longa de animação “Miúda e o Guarda-Chuva”, selecionado para o Festival de Annecy e premiado no Anima Mundi e no Festival de Brasília; o documentário “Jessy”, exibido no Documenta Madrid e vencedor do Prêmio do Público no Festival do Rio; e o formato “Cozinhando no Supermercado”, finalista do C21 International Format Awards.
SOBRE A DESCOLONIZA FILMES
A Descoloniza Filmes nasceu em 2017 com propósito explícito em seu próprio nome. Basicamente, acreditamos que a experiência humana não se resume a conceitos formulados em uma única região do planeta, e, menos ainda, por um único gênero. Consideramos a descolonização do pensamento, propondo novas reflexões, novas linguagens, novas vozes, priorizando obras dirigidas por mulheres e com foco na desregionalização da produção. A Descoloniza Filmes é dirigida por Ibirá Machado, que desde 2010 trabalha com distribuição de cinema independente. Temos o compromisso de fazer da Descoloniza muito mais do que uma distribuidora, mas um ponto de encontro para discussões, com temáticas que contribuam com a reconstrução de uma nova sociedade, uma nova forma de pensar.

