Quinta edição da Casa reúne ministros, escritores, pesquisadores, economistas, artistas e especialistas para discutir desafios do Brasil contemporâneo
Autoritarismo, desinformação, crise democrática, violência no Rio de Janeiro e os caminhos da literatura brasileira estarão entre os principais temas debatidos pela Casa República durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), entre os dias 23 e 25 de julho. O espaço reúne escritores, juristas, economistas, gestores públicos, pesquisadores, artistas e representantes da sociedade civil em uma programação que combina literatura, pensamento crítico e debate público.
Entre os pontos altos está a participação da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, na mesa “A Juíza”, com mediação da curadora da Casa República, Daniela Pinheiro. Outro destaque é a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edilene Lôbo, que divide o palco com Yuri Sanches, head de Análise Política na AtlasIntel, e a antropóloga Lívia Reis, do ISER (Instituto de Estudos da Religião). O encontro “Pergunte-me qualquer coisa… sobre eleições!” irá focar nos desafios da democracia e do processo eleitoral.
Outro debate que dialoga diretamente com o cenário político brasileiro é “Urnas em Transe: como preservar o debate público contra a máquina do ódio”, reunindo o jurista Conrado Hübner Mendes, a pesquisadora Nina Santos e o filósofo Rodrigo Nunes para discutir desinformação, redes sociais e os impactos da polarização sobre a democracia.
Também ganham espaço temas ligados à qualidade das instituições públicas. O painel “Penduricalhosgate: o raio-X do 1% que queima o filme de 99%” aborda um dos assuntos mais sensíveis da administração pública brasileira: os chamados supersalários e seus efeitos sobre a imagem do funcionalismo. Participam Isadora Modesto (República.org), Beatriz Farrugia (Agência Lupa) e Victor Vicente (Redes Cordiais), com mediação da jornalista Mônica Waldvogel.
A programação inclui ainda o debate “O Rio tem jeito?”, que reúne o economista Fábio Giambiagi, a jornalista Cecília Olliveira, o ativista Raull Santiago e o sociólogo Ricardo Henriques para discutir os caminhos possíveis para o Estado do Rio de Janeiro.
As transformações provocadas pelas novas tecnologias também estarão em pauta em “O futuro das artes no pós-digital”, com Eduardo Saron, Beatriz Lemos e Keyna Eleison, enquanto o audiovisual será tema de “É assim que escrevemos biografias”, reunindo a roteirista Patrícia Andrade e a cineasta Janaína Tokitaka.
A literatura ocupa papel central na programação com mesas sobre poesia contemporânea, romance, diplomacia, ficção, adaptação audiovisual e resistência da literatura ao tempo, além da série “República nas Ruas”, conduzida pelo jornalista Chico Regueira, que levará conversas abertas ao público com convidados como Eucanaã Ferraz, Paulo Henriques Britto, o autor best-seller Michel Alcoforado e Camila Appel.
A abertura da Casa República, na noite de quinta-feira (23), será marcada pelo lançamento de cinco livros que dialogam diretamente com os grandes desafios do país. Entre eles estão Como Desarmar o Autoritarismo no Brasil, organizado por Conrado Hübner Mendes; Encruzilhadas: Tecno-oligarquias, Democracia e Ameaça Ambiental, organizado por Edilene Lôbo; Utopia Pragmática, de Ricardo Henriques; Meia-Palavra, de Hélio Gurovitz; e A Direita à Direita da Direita, de João Gabriel de Lima.
Ao completar seu quinto ano na Flip, a Casa República consolida-se como um dos principais espaços de discussão sobre os temas que mobilizam o Brasil contemporâneo. A programação reflete o universo das instituições que compõem AFloresta.Org: República.org, Matizar Filmes, MaisProgresso.org, Museu Vassouras e RioAgora.org. Ao reunir literatura, conhecimento, cultura e debate público, a Casa República amplia o diálogo entre diferentes áreas do saber e reafirma a importância das instituições para enfrentar os desafios do país.
PROGRAMAÇÃO
Quinta-feira – 23 de julho
19h30 | Coquetel de lançamento de livros
- Como Desarmar o Autoritarismo no Brasil: uma agenda para a desradicalização – Conrado Hübner Mendes (org.)
- Encruzilhadas: Tecno-oligarquias, Democracia e Ameaça Ambiental – Edilene Lôbo (org.)
- Utopia Pragmática: futuros ambiciosos e possíveis para acelerar o desenvolvimento humano no Brasil – Ricardo Henriques
- Meia-Palavra – Hélio Gurovitz
- A Direita à Direita da Direita: a política dividida em três — e os riscos para a democracia – João Gabriel de Lima
Sexta-feira – 24 de julho
10h às 11h – Poesia numa hora dessas?
Claudia Roquette-Pinto, Prisca Agustoni e Alexandra Maia.
Mediação: Mônica de Aquino.
11h às 12h – A diplomacia da palavra no romance contemporâneo
Alexandre Vidal Porto, Ernesto Mané e João Bayão.
Mediação: Clara Becker.
13h às 13h40 – República nas Ruas
Convidado: Eucanaã Ferraz.
13h50 às 14h30 – República nas Ruas
Convidado: Paulo Henriques Britto.
15h às 16h – O Rio tem jeito?
Fábio Giambiagi, Cecília Olliveira, Raull Santiago e Ricardo Henriques.
17h às 18h – O futuro das artes no pós-digital
Eduardo Saron, Beatriz Lemos e Keyna Eleison.
Mediação: Silas Martí.
19h às 20h – Pergunte-me qualquer coisa… sobre eleições!
Ministra Edilene Lôbo (TSE), Lívia Reis (ISER) e Yuri Sanches (AtlasIntel).
Sábado – 25 de julho
10h às 11h – O Tribunal da Ficção por duas Defensoras Públicas
Mariana Salomão Carrara e Maria Fernanda Maglio.
Mediação: Cibele Tenório.
11h às 12h – Penduricalhosgate: o raio-X do 1% que queima o filme de 99%
Isadora Modesto (República.org), Beatriz Farrugia (Agência Lupa) e Victor Vicente (Redes Cordiais).
Mediação: Mônica Waldvogel.
13h às 13h40 – República nas Ruas
Convidado: Michel Alcoforado.
13h50 às 14h30 – República nas Ruas
Convidada: Camila Appel.
15h às 16h – A literatura resiste ao tempo
Marcílio França Castro.
Mediação: Ana Lima Cecílio.
17h às 18h – É assim que escrevemos biografias
Patrícia Andrade e Janaína Tokitaka.
Mediação: Karla Monteiro.
19h às 20h – Urnas em Transe: como preservar o debate público contra a máquina do ódio
Conrado Hübner Mendes, Nina Santos e Rodrigo Nunes.
Mediação: Aline Midlej.
20h30 às 21h20 – A Juíza, com a ministra Cármen Lúcia (STF).
Mediação: Daniela Pinheiro.
