António Zambujo chega ao Brasil em maio com a turnê de lançamento de seu novo álbum, “Oração ao Tempo”, o 11º de sua carreira. O cantor e compositor português passa pelo Circo Voador no Rio de Janeiro, no dia 16 de maio, com participação especial de Chico Chico. Em uma série de 12 apresentações pelo país, promovidas pela MP,B Produções, Diogo Zambujo, filho mais velho do artista, faz o show de abertura em todas as datas.
O eixo central dos shows é o recém-lançado “Oração ao Tempo”, disponibilizado em 19 de março nos aplicativos de música. Concebido ao longo dos últimos anos, a partir de reflexões iniciadas durante a pandemia, o álbum propõe um olhar sensível sobre o tempo: sua passagem, seu aproveitamento e a importância de desacelerar para fazer melhor.
Em formato de show com banda, o repertório ganha corpo no palco com os músicos que acompanham o artista e que também gravaram o disco (que tem arranjo e produção de André Santos): João Salcedo (piano), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), João Moreira (trompete), Francisco Brito (contrabaixo), José Conde (clarinete baixo) e André Santos (guitarra).
Com 15 faixas, o álbum reúne composições inéditas e parcerias recorrentes na trajetória do artista, como Maria do Rosário Pedreira, João Monge e Pedro da Silva Martins, além de nomes da nova geração da música portuguesa, como Carolina Deslandes, Mimi Froes, Rita Dias e Diogo Zambujo. O trabalho inclui ainda o tema-título, de Caetano Veloso, em dueto com o músico brasileiro, além de releituras de Tom Jobim e Torquato Neto, e poemas de Vinicius de Moraes, Amalia Bautista e João Paulo Esteves da Silva, incorporados à narrativa do disco.
“Este disco vem sendo pensado há vários anos, quase sem dar conta. Começou na pandemia, com a canção ‘Pequenos Prazeres’, e acabou por nascer desta reflexão sobre o tempo, sobre valorizá-lo, aproveitá-lo e fazer as coisas devagar. Não é tanto fazer menos, mas fazer menos para fazer melhor”, diz António Zambujo.
Nos palcos brasileiros, Zambujo apresenta esse novo repertório ao lado de canções marcantes de sua discografia, em um espetáculo que reafirma sua habilidade singular de transitar entre tradição e contemporaneidade, com delicadeza, precisão e forte carga emocional.

