Uma intervenção poético-performativa em torno da exposição “Desvairadas e outros cultivos”, de Natália Tubenchlak.
Coordenado pela poeta, performer e artista gráfica Lívia Aguiar, encontro acontece em espaço independente de arte, na Rua do Mercado, Centro do Rio.
Dia 15 de maio, quinta-feira, às 18h30, com entrada franca e microfone aberto no final.
A Abapirá, espaço independente de arte no Centro Histórico do Rio, promove a quarta edição de Provocações Poéticas. Trata-se de um projeto de intervenção poético-performativa em locais expositivos, coordenado pela poeta, performer e artista gráfica Lívia Aguiar. O encontro gira em torno da exposição “Desvairadas e outros cultivos”, da artista visual Natali Tubenchlak, com curadoria de Ana Carla Soler. Provocações Poéticas acontece no dia 15 de maio (quinta-feira), às 18h30, com entrada franca.
Provocações Poéticas cria uma vivência imersiva e multissensorial, ao misturar artes visuais, poesia, música e outras intervenções que dialogam, tensionam e expandem a experiência em espaços expositivos. Elaborado por Lívia Aguiar, a ativação conta também com a participação do público, em microfone aberto. As poetas convidadas da noite são Carol Luisa Blackbird, Orquídea Garcia, paula poc, Téia Porto e Winona Evelyn, além da própria Lívia Aguiar, com intervenções sonoras do produtor musical Rodrigo Marçal.
A mostra “Desvairadas e outros cultivos” propõe um olhar breve sobre a trajetória de mais de 25 anos de Natália Tubenchlak, artista que investiga o feminino em diálogo com a natureza. Suas figuras híbridas, compostas por corpos e elementos vegetais, evocam força e delicadeza, tradição e experimentação. Referência na gravura, a artista transforma a técnica em um território de inovação e consciência, conectando arte, ética e reinvenção. A exposição de Natália Tubenchlak na Abapirá pode ser visitada até 5 de junho.
SOBRE LÍVIA AGUIAR
Lívia Aguiar é artista da palavra e do movimento. Investiga formas de materializar e difundir a escrita por meio de publicações, impressas, digitais e audiovisuais, e de performances poéticas. Publicou os livros “Histórias do Tempo do Amém” (Numa, 2021) e “Aéroport” (Bebel Books, 2024); mais de 20 zines autorais; poemas e outros textos em variadas revistas literárias, impressas e virtuais. Dá oficina de zines desde 2016, em diversos espaços e contextos. É idealizadora da intervenção performática Provocações Poéticas e co-produtora da Jam de Escrita no Brasil. É poeta residente do Portal Fazia Poesia desde 2024. Produz o podcast “Respiro: literatura contra a falta de ar” e publica o romance de viagens “~ à toa pelo mundo ~” na newsletter e podcast eusouatoa.substack.com.
SOBRE NATALI TUBENCHLAK
1975, Niterói, artista visual – Seu trabalho investiga temas como ética, violência e sensualidade. Estudou na Escola de Artes e Ofícios, em Barcelona, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, na Oficina de Gravura do Museu do Ingá. Graduou-se como designer na Faculdade da Cidade. Especializou-se em marcenaria, cerâmica, esculturas e gravura. Fundou o espaço independente Barracão Maravilha – Arte Contemporânea (2008/2014). O interesse de sua produção está focado entre o hibridismo técnico e a mestiçagem de meios, entre a narrativa versus o ofício manual, e no campo da ética do cotidiano e da mitologia doméstica. Especializou-se em gravura e, na busca por alternativas sustentáveis à gravura em metal, chegou à cologravura, técnica que une inovação e consciência ecológica. As influências de António Berni (1905-1981) e Belkis Ayón (1967-1999) são centrais no percurso da artista e consolidaram sua convicção no potencial da cologravura como meio inovador e sustentável. Hoje, essa técnica orienta sua produção artística e as aulas que ministra, buscando inspirar outros artistas a explorar possibilidades éticas e criativas na gravura.
SOBRE A ABAPIRÁ
Inaugurada em 2019, a Abapirá é um espaço independente de arte localizado no Centro Histórico do Rio de Janeiro, dedicado à produção e exposição de artistas femininas. Mais do que um simples espaço expositivo, é um território de experimentação, encontro e resistência, onde diferentes linguagens artísticas se atravessam e dialogam. O nome Abapirá vem do tupi, unindo as palavras “Aba” (humano) e “Pira” (peixe), uma fusão que remete à figura da sereia — símbolo da nossa identidade visual. Instalada em um sobrado revitalizado de 1850, no corredor cultural da região, o espaço abriga exposições individuais e coletivas, performances, residências artísticas e eventos que impulsionam a visibilidade e a autonomia de artistas femininas no cenário contemporâneo. Em um mundo da arte ainda marcado por desigualdades de gênero, a Abapirá se apresenta como um local de fortalecimento e liberdade, onde novas narrativas ganham espaço para ecoar. Atualmente o espaço é apoiado pelo Reviver Centro, plano de recuperação urbanística, cultural, social e econômica da região central do Rio, liderado pela da Prefeitura da cidade.
SERVIÇO
Provocações Poéticas
Evento em torno da exposição “Desvairadas e outros cultivos”, de Natali Tubenchlak
Coordenação: Lívia Aguiar
Dia: 15 de abril (sábado)
Hora: 18h
Local: Abapirá
Endereço: Rua do Mercado, 45 – Centro – Rio de Janeiro
Site: www.abapira.art
