Quando a maior vitrine do cinema brasileiro na América Latina começou a desenhar sua 28ª edição, uma pergunta ficou pairando nos bastidores: como celebrar os onze dias de maratona cinéfila e efervescência cultural promovidas pelo Festival do Rio para além das salas de cinema? A resposta veio de uma marca brasileira que, em oito anos, redesenhou o vocabulário da cultura eletrônica no país. A BOMA (Born Of Music Addiction) se une pela primeira vez ao evento audiovisual e assina a festa que celebra o encerramento do Festival.
A Closing Party acontece no dia 9 de outubro e sela o encontro entre duas linguagens que, cada uma no seu campo, redesenharam o que significa “vitrine cultural brasileira”.
Dois projetos, um mesmo DNA: representar o Brasil pela sua potência criativa, não pelo seu estereótipo
De um lado, um festival que é o mais importante evento cinematográfico da América Latina. Desde 1999, o Festival do Rio exibiu mais de 7 mil longas-metragens. Somente em sua 27ª edição, em 2025, foram 389 produções de 74 países, distribuídas em 1.025 sessões realizadas em 28 salas entre Rio e Niterói, alcançando 124 mil espectadores. Em 2026, o 28º Festival do Rio, que acontece entre 1º e 11 de outubro, contará com 101 filmes brasileiros e centenas de obras internacionais, com filmes que foram sensação nos principais festivais do mundo como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto.
Do outro lado, uma plataforma brasileira, criada em São Paulo em 2018 e hoje presente nos principais polos culturais do país, que transformou “festa de música eletrônica” em substantivo insuficiente. Nascida do desejo de um coletivo jovem e inquieto de construir a experiência que eles próprios gostariam de viver, a BOMA opera na intersecção de som, arte, moda, comportamento e estética urbana. É o que a indústria global chama, com preguiça, de lifestyle, e que a marca prefere chamar de narrativa própria. Sua curadoria reúne, a cada temporada, alguns dos maiores nomes da cena eletrônica mundial, sem nunca perder de vista a potência e a diversidade da cena nacional, hoje uma das mais exponenciais do planeta e um dos principais motores criativos da música eletrônica contemporânea.
O encontro, portanto, não é uma parceria comercial: é uma leitura de época. Um festival carioca com 27 anos de estrada e uma marca brasileira com oito anos de trajetória meteórica, ambos criados em solo nacional e hoje referenciados fora do país, que se reconhecem no mesmo espelho: o de projetos brasileiros que se recusam a caber no clichê tropical.
“A BOMA nunca se propôs a ser vista apenas como uma festa. Nosso objetivo sempre foi claro: transformar o projeto em um ecossistema cultural que expande a música para outros territórios, e assinar o encerramento do maior festival de cinema da América Latina é a prova de que esse caminho faz sentido. Que essa parceria dure e abra portas para o projeto ocupar cada vez mais espaços à altura do que buscamos entregar à nossa comunidade.”
— Mit Ammar, fundador da BOMA e sócio da Entourage.
“Cinema e música são duas expressões artísticas extremamente interligadas que criam memórias e experiências únicas. Para nós, sempre foi um desejo ter uma grande festa para o público, e ter como parceira a BOMA, uma das maiores festas do Brasil, é um caminho natural para celebrar a edição de 2026 do Festival do Rio.”
— Ilda Santiago, diretora fundadora do Festival do Rio.
O que esperar da Closing Party
A festa de encerramento acontece na sexta-feira, 9 de outubro, e abre o último final de semana do Festival, quando acontecem a Gala de Encerramento e a Cerimônia de Premiação. A BOMA chega para dar um gás ao final de uma longa maratona de filmes, tapetes vermelhos, sessões especiais e convidados internacionais.
À BOMA cabe traduzir essa despedida em outro idioma: o da pista. É nesse ponto que os cinco pilares da marca (experiência marcante, line-up desejável, comunidade fiel, criação de conteúdo autoral e a busca constante por criar tendências, não segui-las) encontram o vocabulário do cinema. Espera-se do projeto o mesmo tratamento curatorial que já ocupou espaços icônicos como o Museu Nacional da República, em Brasília, e o Museu do Amanhã, no Rio, e que rendeu à marca parcerias globais com nomes de peso da moda e do lifestyle, sempre traduzidos pela lente narrativa e editorial que virou assinatura do projeto.
O line-up completo da Closing Party e o endereço da noite serão divulgados nas próximas semanas.
Por que essa parceria importa
O Festival do Rio é reconhecido como janela definitiva para o cinema brasileiro e para cineastas independentes, formando plateia, qualificando profissionais e ancorando a indústria audiovisual do país. A BOMA, por sua vez, se firmou como uma das poucas marcas brasileiras de cultura eletrônica com valor percebido por parceiros globais e público estratégico, construindo uma vitrine internacional em torno de suas edições, que hoje atraem público de dezenas de países.
Colocar essas duas curadorias sob a mesma assinatura, em uma edição que promete ser das maiores da história do festival, é mais do que um gesto simbólico. É a confirmação de que o Rio de Janeiro, no fim de 2026, é uma cidade onde cinema e música eletrônica não competem por atenção: coabitam o mesmo território cultural. E de que a conversa cultural mais interessante que o país produz hoje é feita, cada vez mais, por marcas brasileiras que pensam o Brasil como um todo, sem se prender a fronteiras entre capitais.
Para a BOMA, é o próximo grande capítulo de uma jornada que se firma, oficialmente, como plataforma cultural e marca de lifestyle definitivamente brasileira, e, ao mesmo tempo, definitivamente global.
Sobre a BOMA
A BOMA (Born Of Music Addiction) é uma plataforma brasileira de cultura eletrônica, criada em São Paulo em 2018, que conecta música, arte, atmosfera e público em uma narrativa própria. Guiada por cinco pilares (experiência marcante, line-up desejável, comunidade fiel, criação de conteúdo autoral e a busca constante por criar tendências, não segui-las), a marca opera com identidade visual autoral e uma curadoria que recusa fórmulas repetidas. Já ocupou espaços simbólicos como o Museu do Amanhã (RJ) e o Museu Nacional da República (Brasília), e construiu uma vitrine internacional em torno de suas edições cariocas, reunindo público de dezenas de países. A cada temporada, a BOMA reúne alguns dos maiores nomes da cena eletrônica mundial em diálogo direto com a extremamente rica e exponente cena nacional, reforçando sua missão de criar experiências culturalmente relevantes que fundem som de vanguarda, estética marcante e a energia vibrante do Brasil contemporâneo.
