Completando um ano em cartaz, MARGINAL GENET volta ao cartaz no Rio de Janeiro, para nova temporada no Teatro Candido Mendes, após passar por várias cidades (São Paulo, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Ouro Preto, São João Del-Rei e Ubá) com sucesso de público.
REESTREIA
Dias 03 e 04 de janeiro de 2026 (sábado e domingo) às 20 horas.
A partir do dia 10 de janeiro de 2026, segue em temporada somente aos sábados às 22 horas, até 07 de fevereiro de 2026.
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) – R$ 50,00 (meia)
Duração: 70 minutos
Classificação: 18 anos
Após o polêmico e devastador “PASOLINI NO DESERTO DA ALMA”, o diretor Francis Mayer prossegue na sua cartografia de “malditos”, levando à cena o texto “MARGINAL GENET” – sobre a vida do transgressor escritor francês JEAN GENET – livremente inspirado nas obras “Diário de um ladrão” de Jean Genet e “Saint Genet” de Jean-Paul Sartre.
O autor Jean Genet esteve no Brasil, em 1970, a convite da atriz e produtora Ruth Escobar para a temporada de “O balcão”, no Teatro Ruth Escobar, onde desembarcou em 26/05/1970.
MARGINAL GENET
Texto/Direção de Francis Mayer
Elenco / Personagens
THIAGO BRUGGER (Jean Genet)
FERNANDO BRAGA (René)
VINÍCIUS MOIZÉS (Bernardini)
YAGO MONTEIRO (Lucien)
SAMUEL GODOIS (Charlotte Renaux)
O texto destaca o relacionamento de Jean Genet com quatro personagens, dentre todos citados na sua obra autobiográfica “Diário de um ladrão” que continua a gerar polêmica até hoje.
Temos, então, Renê (garoto de programa), Bernardini (comissário de polícia secreta), Lucien (morador de rua) e Charlotte Renaux (cantora).
MARGINAL GENET é um convite ao submundo dos marginalizados.
Ele sobreviveu pelas ruas de Paris, sendo preso diversas vezes na juventude por roubo, vivendo como mendigo, sustentando-se como ladrão.
No espetáculo, o espectador terá acesso a intimidade de um personagem transgressor com recorte focado nos seus momentos mais intensos, regados a momentos de lirismo. Com linguagem poética e visceral, o texto propõe uma conversa com o seu público, a quem o protagonista autoriza uma imersão em seu universo particular abrindo o seu diário, compartilhando histórias de seus encontros e amores com seres que costumavam viver à margem da
sociedade, elevando-os à categoria de heróis.
De Jean Genet, Francis Mayer já produziu “QUERELLE”, em 1989, no Teatro Dulcina, lançando Gerson Brenner como ator, tendo Rogéria no elenco e música-tema (Quero ele) composta especialmente por Cazuza; e dirigiu “ALTA VIGILÂNCIA”, em 1997, no Teatro Candido Mendes, com Carlos Machado, Jonathan Nogueira e Luka Ribeiro.
Considerado dono de uma imaginação febril e alegórica, Jean Genet cultuava a valorização do prazer, da beleza e do humano. E recriou em peças e romances a mesma marginalidade radical que caracterizou a sua vida, como, “As criadas”, “Querelle”, “O balcão”, “Nossa Senhora das Flores”, “Alta Vigilância”, “Os negros”, entre outros.
Sendo um escritor de combate despertou admiração em um grupo de intelectuais como Jean-Paul Sartre, Albert Camus e Jean Cocteau, que com sua intervenção, salvou-o de uma prisão perpétua que o levaria à morte.
“Francis Mayer, tem em seu currículo de diretor, os espetáculos, entre outros: “PASOLINI NO DESERTO DA ALMA”, “DETENTOS”, “QUERELLE” de Jean Genet, “ANGELA MARIA – LADY CROONER” (musical), “ALTA VIGILÂNCIA” de Jean Genet, “CAZUZA – JOGADO À TEUS PÉS” (musical), “OS MENINOS
DA RUA PAULO” com Bruno Gagliasso, “SE VOCÊ ME AMA…” com Danielle Winits, “AS MENINAS” de Lygia Fagundes Telles, “NAMORO” com Natália Lage, “BETTY BLUE” de Philippe Djian, “TEEN-LOVER” com Mouhamed Harfouch, “NÓ DE GRAVATA” com Luana Piovani, “ZERO DE CONDUTA” de
Zeno Wilde, “OS CAMPEÕES” com Rainer Cadete, “HERDEIROS” com Guilherme Leicam, “FOLIA TROPICAL” com Rogéria, “A NOITE DO MEU BEM” de Paulo César Coutinho, “O HÓSPEDE” – baseado no filme “Teorema” de Pasolini, entre outros.
