Eleita uma das 50 maiores regentes pela Gramophone, Falleta retorna para apresentar reger o concerto Scheherazade, com composições de Ravel e Rimsky Korsakov, que se inspiram na figura lendária da narradora e heroína de As Mil e Uma Noites
JoAnn Falletta. Foto: Rafael Salvador
Com regência de JoAnn Falletta, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta o concerto Scheherazade, com participação da mezzo-soprano Denise de Freitas. As apresentações acontecem nos dias 14 de novembro, sexta-feira, às 20h, e 15 de novembro, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos. O repertório terá Concerto Grosso 1985, de Ellen Zwilich, Shéhérazade, de Maurice Ravel, e Scheherazade, Nikolai Rimsky-Korsakov. Os ingressos variam de R$11 a R$70, a classificação é livre e a duração é de 105 minutos, com intervalo.
JoAnn Falletta, diretora musical da Buffalo Philharmonic, é uma veterana dos palcos que desbravou caminhos na regência para as mulheres. Com mais de cem discos gravados e premiações do Grammy no currículo, ela atua como regente convidada ao redor do mundo. Falletta esteve no Brasil pela primeira vez em 2023, e retorna para conduzir novamente a Orquestra Sinfônica Municipal.
Rimsky-Korsakov se inspirou no universo das Mil e Uma Noites para criar uma obra de extraordinário colorido orquestral, típica de seu estilo. A peça combina exotismo, narratividade e uma orquestração brilhante que evoca o fascínio do Ocidente pelo Oriente, muito presente na cultura russa de sua época. A suíte se tornou um símbolo do chamado orientalismo musical, no qual timbres e melodias evocam atmosferas distantes e misteriosas.
Alguns anos depois, Maurice Ravel, profundamente impressionado pela música russa, compôs sua própria Shéhérazade. Sua primeira tentativa foi uma abertura orquestral (1898), fortemente marcada pela influência russa, mas que não alcançou o sucesso esperado. No entanto, Ravel retomaria o tema com maior maturidade em 1903, ao criar o ciclo de canções Shéhérazade, sobre textos de Tristan Klingsor. Nessa segunda obra, o compositor francês reinterpretou o mesmo imaginário oriental sob uma ótica mais pessoal e impressionista, substituindo o virtuosismo orquestral russo por uma delicada fusão entre palavra e som.
As Sheherazades refletem o fascínio do final do século XIX pelo Oriente e demonstram como a herança musical russa, especialmente a de Rimsky-Korsakov, exerceu influência decisiva sobre a formação estética de Ravel. O diálogo entre essas obras revela uma ponte entre o romantismo tardio russo e o impressionismo francês: em duas visões poéticas de um mesmo mito oriental.
A abertura do concerto será com Concerto Grosso 1985, baseado no primeiro movimento da Sonata em Ré Maior para violino e baixo contínuo, de Handel. Trata-se de uma obra escrita para orquestra de câmara pela compositora norte-americana Ellen Taaffe Zwilich. A peça foi encomendada pelo grupo Amigos de Handel de Washington em homenagem aos 300 anos do nascimento de George Frideric Handel.
SERVIÇO
Scheherazade
ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL
Sexta-feira, 14/11, às 20h
Sábado, 15/11, às 17h
JoAnn Falletta, regência
Denise de Freitas, mezzo soprano
Programação
ELLEN ZWILLICH
Concerto Grosso 1985 (13′)
Editor original Schott Music. Representante exclusivo Barry Editorial
MAURICE RAVEL
Shéhérazade (15′)
Intervalo (20′)
NIKOLAI RIMSKY-KORSAKOV
Scheherazade (50′)
Duração: 105 minutos
Classificação: Livre para todos os públicos
Ingressos de R$11,00 a R$70,00 (inteira). Clientes Elo têm 20% de desconto. Para compras online, insira os 8 primeiros números do cartão Elo. Para compras presenciais, utilize o cartão Elo para obter o desconto.
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