A artista niterioense Natali Tubenchlak, a curadora Ana Carla Soler e o paisagista Domingos Naime encontram-se para um bate-papo em espaço independente de arte no Centro Histórico do Rio.
Evento acontece na quinta, 22 de maio, às 19h, em torno da exposição “Desvairadas e outros cultivos” com curadoria Ana Carla Soler e apoio do projeto Reviver Centro.
Na quinta, dia 22 de maio, às 19h, a artista Natali Tubenchlak, a curadora Ana Carla Soler e o paisagista Domingos Naime encontram-se para uma conversa aberta na Abapirá, espaço independente de arte no Centro Histórico do Rio. O evento acontece em torno da exposição “Desvairadas e outros cultivos”, de Natali, com curadoria de Ana Carla Soler. A proposta do encontro é um diálogo sobre gravura e o universo sensível das plantas, interseções entre arte, natureza e território.
A mostra “Desvairadas e outros cultivos”, de Natali Tubenchlak, propõe uma visita a mais de 25 anos de produção da gravurista niteroiense, cuja poética transcende a reflexão sobre a construção do feminino e seus desdobramentos cotidianos. Na exposição, acompanhamos o desenvolvimento da pesquisa da artista em torno de sua relação com as plantas, ao longo da vida. Como destaque da exposição, três obras criadas especialmente para o Projeto Janelas da Abapirá, com apoio do Reviver Centro, promovido pela prefeitura da cidade.
Com mais de duas décadas de produção, Natali Tubenchlak começou sua carreira artística na pintura, passando para outros meios, como a gravura, onde desenvolve um trabalho de excelência técnica. É uma das principais artistas em produção hoje no ateliê de gravura do Museu do Ingá, um dos mais importantes do país. A mostra “Desvairadas e outros cultivos” pode ser visitada até 5 de junho, de quarta-feira a sábado, das 12h às 17h, com entrada franca.
SOBRE NATALI TUBENCHLAK
1975, Niterói, artista visual
Seu trabalho investiga temas como ética, violência e sensualidade. Estudou na Escola de Artes e Ofícios, em Barcelona, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, na Oficina de Gravura do Museu do Ingá. Graduou-se como designer na Faculdade da Cidade. Especializou-se em marcenaria, cerâmica, esculturas e gravura. Fundou o espaço independente Barracão Maravilha – Arte Contemporânea (2008/2014). O interesse de sua produção está focado entre o hibridismo técnico e a mestiçagem de meios, entre a narrativa versus o ofício manual, e no campo da ética do cotidiano e da mitologia doméstica. Especializou-se em gravura e, na busca por alternativas sustentáveis à gravura em metal, chegou à cologravura, técnica que une inovação e consciência ecológica. As influências de António Berni (1905-1981) e Belkis Ayón (1967-1999) são centrais no percurso da artista e consolidaram sua convicção no potencial da cologravura como meio inovador e sustentável. Hoje, essa técnica orienta sua produção artística e as aulas que ministra, buscando inspirar outros artistas a explorar possibilidades éticas e criativas na gravura.
Instagram: @natalitubenchlak
SOBRE ANA CARLA SOLER
Ana Carla Soler é curadora e pesquisadora. Graduada em História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ e em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero, pós-graduada em Direção e Gestão de Marketing pela Universidade de Barcelona, especialista em Marketing Digital pela ESPM. Tem sua pesquisa direcionada à presença das mulheres no ensino e sistema da arte. Em 2023, foi selecionada para a Residência de Pesquisa do Instituto Inclusartiz. Em 2022, foi premiada no Edital OMA de curadoria, com o projeto de exposição “Houve-me”. Assinou a curadoria de exposições em instituições como Museu de Arte do Rio (MAR), Centro Cultural PGE-RJ, ArtRio, SESC Rio de Janeiro, Parque das Ruínas (Parque Glória Maria), Centro MariAntônia – USP, Oficinas Culturais Oswald de Andrade. Ministra cursos que investigam as relações entre a Arte e a Comunicação. É co-criadora do projeto digital Elas Estão Aqui (@elasestaoaquinaarte), curadora no Coletivo Artistas Latinas (@artistaslatinas) e parte do coletivo MOTIM – Mito, rito e cartografias feministas nas artes.
Instagram: @anacsoler
SOBRE A ABAPIRÁ
Inaugurada em 2019, a Abapirá é um espaço independente de arte localizado no Centro Histórico do Rio de Janeiro, dedicado à produção e exposição de artistas femininas. Mais do que um simples espaço expositivo, é um território de experimentação, encontro e resistência, onde diferentes linguagens artísticas se atravessam e dialogam. O nome Abapirá vem do tupi, unindo as palavras “Aba” (humano) e “Pira” (peixe), uma fusão que remete à figura da sereia — símbolo da nossa identidade visual. Instalada em um sobrado revitalizado de 1850, no corredor cultural da região, o espaço abriga exposições individuais e coletivas, performances, residências artísticas e eventos que impulsionam a visibilidade e a autonomia de artistas femininas no cenário contemporâneo. Em um mundo da arte ainda marcado por desigualdades de gênero, a Abapirá se apresenta como um local de fortalecimento e liberdade, onde novas narrativas ganham espaço para ecoar. Atualmente o espaço é apoiado pelo Reviver Centro, plano de recuperação urbanística, cultural, social e econômica da região central do Rio, liderado pela da Prefeitura da cidade.
SERVIÇO
Conversa aberta na Abapirá
Exposição: “Desvairadas e outros cultivos”, de Natali Tubenchlak
Participantes: Natali Tubenchlak (artista), Ana Carla Soler (curadora) e Domingos Naime (paisagista)
Data: 22 de maio de 2025 (quinta)
Hora: 19h
Local: Abapirá
Endereço: Rua do Mercado, 45 – Centro – Rio de Janeiro
Site: www.abapira.art

