O retorno de uma capivara torcedora ao Estádio Mario Filho, o Maracanã

 

 

Salve, salve minhas queridas capivaras.

A coluna de hoje é um pouco diferente pois vamos falar do ambiente que envolve uma partida decisiva de futebol, sem tocar no assunto do jogo.

Isso mesmo, não vamos falar sobre a partida em questão, esse é um trabalho para o Rodrigo Torres, que escreve a coluna Capivara Atleta.

No texto de hoje, vamos falar de outros aspectos que envolvem ir a um jogo de futebol.

Aproveitando que estava ausente a um bom tempo dos estádios, Marcelo Soido Paz, o paladino da boemia, resolveu registrar o seu retorno ao bom e velho Maracanã.

Vai ser mais uma coluna visual do que escrita pois o moço resolveu filmar alguns momentos dessa noite mágica.

Para encontrar os seus amigos e preparar aquele aquecimento para o jogo, o Paladino da Boemia foi para a Rua General Canabarro, na Tijuca.

Meus amigos, foi um verdadeiro carnaval fora de época dos flamenguistas, o CarnaFla.

 

Posted by Marcelo Soido Paz on Thursday, November 23, 2017

 

Uma festa que se estendeu por uns dois quarteirões, tomando a rua literalmente, fiquei até com pena do pessoal que mora por ali.

Barraquinhas mil com bebidas e comidas envolviam a todos os presentes como um cinturão, algo bem similar as cordas utilizadas pelos blocos do carnaval de Salvador.

A principal diferença é que as cordas do carnaval do Mengão não excluem quem não está com o abadá, ali o abadá utilizado é o amor do torcedor pelo seu time do coração, ter ou não a camisa não faz a diferença, são todos da mesma nação.

A cada 5 minutos, fogos de artifício eram acessos, colorindo o céu e animando a massa,  em uma incrível festa que não parecia ter fim.

 

 

Até o cavalinho do Flamengo, boneco criado pelo programa de TV “Fantástico” da Rede Globo, deu as caras por lá.

Diversos ambulantes desfilavam com os cavalinhos de pelúcia pelas calçadas lotadas, fazendo a alegria das crianças presentes e por que não, dos adultos também.

Não resisti e comprei um cavalinho para dar de presente, mas vou ser sincero, passei alguns bons minutos brincando com o pequeno equino de pelúcia

 

 

Era o presságio das boas novas que se aproximavam, para o deleite da torcida.

Quando percebi, já estava na hora do começo do jogo, guardei o meu projeto de alazão na mochila e fui caminhando para o Estádio do Maracanã.

A torcida estava toda em fila, caminhando lentamente, sem empurrões e brigas, cantando em uma só voz, como se todos entoassem um mantra, enaltecendo as cores e as vitórias do clube, em um espetáculo belo e espontâneo, um enorme coral que declamava o seu amor pela ruas, assim como o enamorado que faz uma serenata para a sua amada.

 

 

Fomos dessa forma até chegar próximo a uma das entradas do Estádio.

Nesse momento, ocorreram as duas únicas confusões que pude presenciar:

  • Quando os próprios torcedores já estavam se organizando em filas, um dos responsáveis pela entrada resolveu que não estava feliz com  a posição da fila criada e resolveu mudar tudo, de uma hora para a outra. o que ocasionou em um enorme empurra- empurra.
  • Durante este mesmo empurra-empurra, um dos nossos ingressos, um cartão sócio-torcedor, foi furtado.

Felizmente, a equipe responsável pelo sócio torcedor trabalha muito bem e rapidamente tanto o cartão foi bloqueado, impedindo que o mesmo fosse utilizado,  como um novo ingresso foi disponibilizado, possibilitando a nossa entrada sem maiores problemas.

O cuidado foi tão grande que um dos atendentes nos acompanhou até a catraca para ter certeza que o ingresso disponibilizado estava funcionando corretamente.

Um verdadeiro atendimento classe A.

 

Finalmente entrei no Estádio que tantas alegrias me deu e que vinha negligenciando a algum tempo.

A última vez foi na semi-final do futebol feminino, durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Antes disso, foi a campanha do Flamengo durante a Libertadores de América, acho que de 2014.

Enquanto subia a rampa e ia ganhando os corredores, milhares de lembranças invadiram a minha mente, tanta coisa que vivenciei naquele lugar.

 

 

 

Jogos importantes, provas de vestibular e até show do Rock In Rio. Tudo isso no Maraca velho de guerra.

Quando cheguei no meu setor da arquibancada e pude enfim olhar o sagrado gramado do templo do futebol, tendo ao fundo o canto e a festa da torcida rubro negra, senti uma lágrima escorrer pelo rosto e uma certeza invadindo o meu coração, estava retornando para a minha casa, ali era o meu lugar.

 

 

Consegui encontrar um lugar vago, me sentei e curti essa grande experiência, não me importei com a sujeira no chão, com a falta de lugar marcado no ingresso conforme aconteceu nas olimpíadas e para falar a verdade, nem me importei muito com o jogo em si.

Apenas estava vivenciando o momento e sentindo aquele energia boa que emanava de todos os torcedores.

 

 

Após o apito final do árbitro, fomos todos embora, de volta aos nossos lares, e para a minha surpresa a coisa estava tão organizada que rapidamente conseguimos sair do estádio, em paz, sem brigas e confusões, na total harmonia de uma torcida satisfeita com o que havia acabado de assistir.

Consegui pegar um táxi em uma rua próxima ao Maraca e em menos de 5 minutos já estava em casa.

 

 

Bom o que posso falar sobre essa experiência de retorno ao Maracanã, é que foi extremamente válida, diria até surpreendente.

Muita coisa mudou para melhor após a minha última ida ao Estádio em 2014, tanto na entrada, quanto na saída (sinceramente, não dá para comparar com o período das Olimpíadas,  aquele é um outro nível).

Foi uma surpresa muito feliz para mim.

 

 

Espero ter a oportunidade de voltar ao Maracanã mais vezes em 2018.

Rapaz, olha o que esse time e esse estádio me fazem, o que era para ser uma coluna visual, se transformou em um texto imenso.

Bom, se você quer saber qual foi o resultado do jogo, procura o Rod Torres, ou na coluna “Capivara Atleta”  http://acapivaradeucria.com.br/category/capivara-atleta/ ou na coluna que o A Capivara Deu Cria tem no site do Pop Bola http://www.popbola.com.br/category/a-capivara-deu-cria/

O máximo que eu posso te disser é que sou torcedor do Flamengo  #SPOILER ALERT#  e voltei para a casa muito feliz após o jogo, dormi como um verdadeiro finalista, o sono dos vencedores #SPOILER ALERT#.

 

 

Observação:

Quis o destino que essa coluna fosse publicada no dia da grande final da Copa Sul Americana,  o Flamengo vai jogar novamente no Maracanã, dessa vez enfrentando o time argentino do Independiente, da cidade de Avellaneda, precisando da vitória para ganhar o título de campeão da competição, após ter sido derrotado por 2X1 no jogo de ida, na Argentina.

Infelizmente não estarei no Estádio, mas vou acompanhar o jogo pela televisão, torcendo bastante pela conquista de mais esse troféu para a nação rubro-negra.

Já consigo escutar essa magnífica torcida gritando a plenos pulmões :

Vamos, Flamengo
Vamos ser campeões
Vamos, Flamengo

Minha maior paixão
Vamos, Flamengo
E essa taça vamos conquistar!

Vamos, Flamengo
Vamos ser campeões
Vamos, Flamengo

Minha maior paixão
Vamos, Flamengo
E essa taça vamos conquistar!

 

 

Pessoal, eu vou ficando por aqui.

Se tiver alguma sugestão, reclamação, observação, recado ou apenas quer  bater um papo, fique à vontade para usar a caixa de comentários no fim da página.

Um beijão do Paladino

Marcelo Soido Paz

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capinight

Eu, o paladino da boemia, sou carioca, solteiro, taurino, flamenguista, espírita, quarentão, compositor de samba enredo e agora colunista. Morador de Vila Isabel, mas com o Grajaú eternamente no coração, jura trazer para todas as capivaras queridas as melhores boas da noite e aquelas resenhas esperta sobre bares e festas. Vem comigo, que no caminho eu explico !!!!

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